Ronaldinho Gaúcho marcou o seu primeiro gol em um clássico carioca neste domingo, no Engenhão, onde o Flamengo venceu o Fluminense por 2 a 0, em partida válida pela 3ª rodada da Taça Rio. O primeiro tento, no entanto, foi acompanhado do primeiro cartão vermelho do camisa 10 em duelos regionais. O jogador foi expulso ainda no primeiro tempo após uma entrada mais forte. Para o comentarista Renato Maurício Prado, presente no "Troca de Passes", a expulsão, ocorrida aos 39 minutos do primeiro tempo, reflete a postura agressiva que o jogador tem desempenhado nos gramados desde que foi contratado pelo Rubro-Negro, em janeiro de 2011.
- Com o Ronaldinho em campo, apesar de um ou outro lance de brilho, o Flamengo joga com dez jogadores sempre. Às vezes tem um passe ou um drible. Nos gols contra o Fluminense ele até teve participação. Mas o problema é que o Ronaldinho é muito desleal em dividida, e não é de hoje. Desde que veio para o Flamengo ele tem sido muito desleal. Talvez ele apanhe também, fique irritado, mas ele deu um tapa no Souza e depois uma entrada criminosa no Wagner. É a primeira expulsão, mas no último Brasileiro o Ronaldinho ficou suspenso por várias rodadas. A cada cinco rodadas ele era suspenso uma, porque ele tomava três cartões amarelos. Ele está sendo maldoso nas divididas. Não dá para perdoar, esse tipo de entrada poderia levar um vermelho direto - disse o analista.

Já o comentarista Paulo Cesar Vasconcellos caracterizou a expulsão de Ronaldinho como um "lance raro". Segundo ele, o jogador costuma ser beneficiado pelos juízes por possuir status de craque.
- O que chama a atenção é que desde que Ronaldinho veio para o Flamengo, principalmente no Campeonato Estadual, os árbitros são muitos parcimoniosos com essas entradas, que não combinam com a qualidade do jogador. Há algum tempo ele tem tido esse tipo de atitude e sempre conta com a tolerância da arbitragem - disse.
Paulo Cesar Vasconcellos ainda criticou o depoimento do técnico Joel Santana, que minimizou a expulsão de Ronaldinho após o jogo. Segundo o comandante rubro-negro há muito rigor contra o camisa 10.
- Seria muito bom para o futebol brasileiro se o treinador chegasse depois da partida, no vestiário, e dissesse que lamentava o lance e que seria algo para ser conversado. Neste momento em que o futebol tenta se encontrar tecnicamente e moralmente, os técnicos deveriam pensar no que eles dizem após a partida.
O Flamengo volta a jogar na próxima quinta-feira, no Engenhão, contra o Olímpia, às 22h (de Brasília), pela Taça Libertadores.
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